Estrutura do Centro Dia do Idoso beneficia frequentadores e familiares

O Centro Dia do Idoso (CDI) Orlando Fanelli - “Teté” - de São João da Boa Vista abre as portas de segunda a sexta-feira às 7h30. É neste horário que o aposentado João Ovídio, 85, um dos 12 frequentadores, começa a ser atendido pela equipe de profissionais.

Ao lado da filha, ele chega com o semblante alegre para ficar nas instalações até às 16h45, quando o expediente é concluído. O CDI é como se fosse uma creche para a terceira idade.

A estrutura concentra profissionais de psicologia, fisioterapia, assistência social, enfermagem e música. Além de alimentação (café da manhã e almoço), todos os idosos são avaliados com serviços de aferição de pressão e pesagem.

Morador do bairro Durval Nicolau, seu Ovídio faz esse deslocamento diário para tentar amenizar os reflexos do Alzheimer – doença neuro-degenerativa que provoca a perda de memória recente.

Laura Regina, uma das filhas, garante que o comportamento do seu pai melhorou após as aulas de dança, canto-coral e os trabalhos didáticos realizados durante as oficinas.

“Isso aqui foi um bálsamo na vida dele porque vivia sozinho em casa só comigo e com meu irmão. Aqui, ele tem contato com outras pessoas, faz atividades, anda melhor, fala melhor e canta, coisa que ele não fazia”, enfatiza.

Um dos trabalhos desenvolvidos no CDI envolve a área de fisioterapia. As sessões diárias têm contribuído para o fortalecimento de membros superiores e inferiores, e melhorias na coordenação motora dos idosos.

“Nós realizamos treinos de marchas, equilíbrio, utilizamos recursos com bolas, faixa elástica e bastão. Aqueles idosos que têm mais dificuldades para andar, a gente realiza exercícios individuais para melhor progressão deles”, destaca a fisioterapeuta Luana da Cruz Tavares Dias.

Processo inclusão 

Localizado no Jardim Recanto das Águas, rua João Boaventura, nº 50 (imediações do clube da Sabesp), o prédio de 400 m² foi construído por meio de parceria entre Prefeitura e Estado. A inauguração ocorreu em fevereiro, mas as atividades tiveram início ao final de 2019.

“Aqui, a gente deixa bem claro que para participar a pessoa idosa tem que ser dependente [de outra pessoa] para aliviar os familiares [que precisam trabalhar]”, explica Eliane Buciman de Lima Rossi, diretora do Departamento de Assistência Social.

Serviço de média complexidade, a estrutura conta com salas modernas, aparelhos novos e equipe dedicada. São fatores que ajudam os frequentadores a amenizar situações que eram apontadas como sem solução.

“A aceitação dos idosos e das famílias é muito boa. O trabalho está atendendo as nossas expectativas”, diz a enfermeira e coordenadora, Helen Rose Freitas.

Famílias que precisam do serviço oferecido pela administração municipal devem procurar uma das unidades do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) para uma avaliação.

A aposentada Noraci Molles, 77, faz questão de dizer que o modelo de acolhimento foi muito importante para que se sentisse confortável no local que frequenta quase todos os dias.

“Aqui é muito bom, não tenho o que reclamar. A gente brinca, joga, faz exercícios. É muito bom”, agradece.

 

  

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