Centro Cultural Patrícia Rehder Galvão (Pagu)

O prédio, construído há 42 anos, possui três pavimentos e abriga o Memorial Patrícia Rehder Galvão (Pagu) e o Arquivo Público e Histórico Matildes Rezende Lopes Salomão.

 

ARQUIVO PÚBLICO E HISTÓRICO MATILDES REZENDE LOPES SALOMÃO

Fundado em janeiro de 2000, teve como primeira ação a nomeação de uma comissão composta por 19 membros, encarregada da organização do Arquivo. Em 2003, passou a se chamar Arquivo Público e Histórico Matildes Rezende Lopes Salomão, em homenagem à pesquisadora sanjoanense.

O Arquivo é um órgão dedicado à preservação da memória e da cultura sanjoanense, por meio do arquivamento de documentos oriundos da Administração Pública.

Possui também documentos relevantes sobre a história da região, doados por diversas instituições públicas e por famílias da cidade. Entre o acervo, destacam-se livros de atas da Câmara Municipal, registros de estrangeiros (doação da Polícia Seccional), processos, fotografias, almanaques, revistas e publicações resultantes de pesquisas históricas feitas pelo próprio Arquivo.

Conta ainda com uma pequena hemeroteca e uma biblioteca com obras sobre a história de São João da Boa Vista, escritas por autores sanjoanenses e da região.

Os livros mais antigos do acervo são:

  • Atas da Eleição das Paróquias, de 1842

  • Atas das Câmaras da Vila de São João da Boa Vista, de 1859.

 

MATILDES REZENDE LOPES SALOMÃO

Matildes nasceu em São João da Boa Vista, em 18 de agosto de 1916. Na juventude, dedicou-se à alfabetização de crianças.

Na década de 1960, passou a se interessar por pesquisas históricas, em parceria com sua prima Rosália Tavares Ribeiro. Com apoio financeiro do marido, iniciou um extenso trabalho de investigação sobre a história local.

Durante mais de dez anos, visitou cartórios em diversas cidades como Mogi Mirim, Campinas, Descalvado, Aguaí, Caldas-MG, Mariana-MG, Campanha, São Simão, Casa Branca e Lavras-MG. Também consultou os arquivos das arquidioceses de São Paulo, São João del-Rei, Campinas e Mariana, em busca de certidões, inventários, testamentos e outros documentos valiosos.

Foi responsável por resgatar documentos históricos importantes que estavam abandonados na Câmara Municipal. Hoje, esse acervo faz parte do Arquivo Público Municipal.

Em 1976, teve seu trabalho reconhecido com a publicação do livro História de São João da Boa Vista, financiado pela Prefeitura Municipal. No mesmo ano, recebeu o título de Cidadã Benemérita.

Participou da comissão de criação e instalação do Museu e do Arquivo Municipal. Em 2003, o Arquivo passou a levar seu nome. Matildes faleceu em 25 de fevereiro de 2007, aos 90 anos.

 

MEMORIAL PATRÍCIA REHDER GALVÃO (PAGU)

O Memorial retrata a trajetória de vida de Patrícia Rehder Galvão (Pagu), por meio de fotos, livros e documentos raros dessa ilustre sanjoanense, reconhecida nacionalmente.

Nascida em 9 de junho de 1910, Pagu foi jornalista, escritora e militante política. Faleceu em Santos, em 1962. Vinte e sete anos após sua morte, em 1989, foi homenageada na cidade natal.

Na ocasião, o imóvel nº 44 da Rua Benedito Araújo, no centro da cidade, passou a se chamar Centro Cultural Pagú, durante a gestão do prefeito Gastão Cardoso Michelazzo.

 

QUEM FOI PAGU?

Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como Pagu, nasceu em São João da Boa Vista (SP), no dia 9 de junho de 1910. Filha de uma família tradicional paulista, destacava-se pelo comportamento à frente de seu tempo: fumava em público, usava roupas ousadas e falava palavrões.

Com apenas 15 anos, começou a colaborar com o Brás Jornal usando o pseudônimo Patsy. Em 1928, concluiu o curso de professora na Escola Normal de São Paulo.

Em 1930, passou a viver com o escritor Oswald de Andrade, com quem teve seu primeiro filho, Rudá de Andrade.

Pagu foi militante política e escritora. Em 1933, publicou Parque Industrial, sob o pseudônimo Mara Lobo — uma narrativa urbana sobre a vida das operárias paulistanas. No mesmo ano, iniciou uma viagem internacional como correspondente de vários jornais.

Em 1935, ao retornar ao Brasil, foi presa e torturada pela ditadura, passando cinco anos encarcerada.

Em 1945, casou-se com o jornalista Geraldo Ferraz, com quem teve o segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz.

A partir de 1946, colaborou com diversos jornais e, sob o pseudônimo King Shelter, escreveu contos de suspense para a revista Detetive, dirigida por Nelson Rodrigues.

Em 1952, começou a frequentar a Escola de Arte Dramática de São Paulo e passou a incentivar grupos teatrais amadores, especialmente em Santos. Foi uma das lideranças da campanha para a construção do Teatro Municipal da cidade e fundadora da União do Teatro Amador de Santos e da Associação dos Jornalistas Profissionais.

 

INFORMAÇÕES

Endereço: Rua Benedito Araújo, nº 44 – Centro
Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h
Telefone: (19) 3631-0316

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