Teatros da Estação das Artes e Cidade das Artes passam a homenagear dois professores

Vigoram em São João da Boa Vista, após aprovadas na Câmara de Vereadores, as leis municipais nº 4.635 e nº 4.636, de autoria do prefeito Vanderlei Borges de Carvalho, que dão nomes aos dois Teatros construídos na Estação das Artes e Cidade das Artes. 

A validação permite ao Teatro da Estação das Artes, com 500 m² de área e capacidade para 165 espectadores, ser identificado a partir de agora como Teatro “Prof. Antonio Cândido”.

Na Cidade das Artes, a lei estabelece que o galpão de 559 m², adaptado para espetáculos, shows, palestras e outros eventos, com planejamento para acomodar 250 pessoas, seja nomeado como Teatro “Profa. Lucila Martarello Astolpho”.

Os documentos, que são dedicados a homenagens ao sociólogo, crítico literário, ensaísta e professor Antonio Cândido, e a professora e autora da letra do hino de São João, Lucila Martarello Astolpho, foram aprovados na sessão do Legislativo realizada na segunda-feira, 16 de março. 

Inaugurada em maio de 2019, a Estação das Artes João Roberto (Beto) Simões está localizada à Praça Rui Barbosa, 41, no bairro Rosário, numa área de 1.170, 50 m².  

A Cidade das Artes (antiga Ceagesp), que teve a inauguração realizada em janeiro deste ano, ocupa uma área de 4.296 m². As instalações estão na rua Santo Antonio, 632, bairro São Benedito.

Ambos os complexos culturais tiveram as obras de restauro e adaptação executadas por meio de parceria entre Prefeitura e governo estadual, com recursos do Fundo de Interesses Difusos (FID).

"São duas homenagens muito justas. O professor Antonio Cândido, renomado escritor brasileiro, concluiu o ginásio em São João da Boa Vista e a partir daí sempre manteve lastros culturais e várias amizades em nossa cidade. E a professora Lucila Martarello recebe esta homenagem em vida, também justíssima pelo trabalho que desenvolveu na área educacional de São João, na direção do Museu Histórico e sempre lembrada como autora do nosso hino da cidade”, afirma Hélio Corrêa Fonseca Filho, diretor municipal de Cultura de São João.

Antonio Cândido

Nascido no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1918, Antonio Cândido de Mello e Souza foi sociólogo, crítico literário, ensaísta e professor brasileiro. Filho de Aristides Cândido de Mello (médico) e de Clarisse Tolentino de Mello e Souza.

Foi casado com Gilda de Mello e Souza, professora de Estética no Departamento de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. O casal teve as filhas Ana Luísa Escorel (designer e escritora), Laura e Mariana (professoras de história).

Ainda criança, Cândido mudou-se com a família para Poços de Caldas (MG). Em São João da Boa Vista, ele fez o curso secundário no ginásio. Na capital paulista cursou o Colégio Universitário da Universidade de São Paulo (USP).

Antonio Candido escreveu uma inovadora história literária que abertamente excluiu autores e períodos que não correspondiam à noção de “literatura propriamente dita”. A obra explicitou o caráter narrativo de toda história cultural. Morreu em São Paulo, na data de 12 de maio de 2017.

Lucila Martarello Astolpho

Filha de Jordano Martarello e Emma Gallo, Lucila Martarello Astolpho nasceu em São João da Boa Vista, em 17 de junho de 1931.

Lucila é lembrada pela competência profissional e por ter escrito a letra do hino de São João. Na trajetória, constam o curso de Formação Profissional de Professor na “Escola Normal Cel. Cristiano Osório de Oliveira” e o curso de Pedagogia na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Guaxupé (MG).

Atuou como encarregada do Museu Histórico e Pedagógico “Dr. Armando Salles de Oliveira” e coordenadora pedagógica da Escola de Educação Infantil “Pequeno Polegar”.

Eleita para a Academia de Letras, tomou posse em 1977. A partir de novembro de 2006, tornou-se membro correspondente. Lucila está perto de completar 89 anos de idade.